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É normal se sentir ligado à um ente querido após a sua partida?

  • Foto do escritor: Luís Henrique F. Michel
    Luís Henrique F. Michel
  • 12 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de fev. de 2019

Quando se perde alguém querido, é comum que se confunda a “superação” do luto com o rompimento de laços com aquele que faleceu. Ou seja, acredita-se que o esquecimento do outro seja o indicativo de um término do luto.


Antes de tudo devo dizer que o termo “superação” me causa certo incômodo. Afinal, o que seria “superar” o luto? O luto não nos permite o retorno a um estado completamente igual ao que se tinha anteriormente à morte daquele que faleceu. Isso só seria possível se tivéssemos a possibilidade de ter novamente esse ente querido presente, enquanto corporeidade, em nosso cotidiano. E o luto não é, tampouco, equivalente a uma doença que nos invade, necessitando de cura. Então, o que nos resta fazer?


É preciso aprender a viver nessa nova condição de enlutado. E isso implica em aprender a lidar com a presença-ausente do outro em nosso dia a dia. Faz-se necessário achar um novo lugar para esse ente querido em nossa vida, sem que seja preciso excluí-lo, ou romper nossa ligação com ele.

Numerosos estudos apontam que continuar “ligado” ao falecido é algo comum aos enlutados, embora o fato dessa “ligação” ser benéfica ou não dependa da maneira como ela se dá¹.

Qual o lugar que essa pessoa que sempre foi tão especial irá ocupar em nosso mundo, agora que já não está mais presente em seu modo habitual? Como manter esse laço de um modo saudável? Talvez essas sejam as perguntas que alguém que acaba de perder um ente querido deva fazer. _ Fonte: (1) Wortman, C. B., & Silver, R. C. (2001). The myths of coping with loss revisited. In M. S. Stroebe, R. O. Hansson, W. Stroebe, & H. Schut (Eds.), Handbook of bereavement research: consequences, coping and care (pp. 405-419). Washington, DC: American Psychological Association.




 
 
 

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